Blocos de montar e brincadeira livre: por que não deve existir resposta errada

Quase todo jogo infantil tem uma resposta certa. Achar o par, soletrar a palavra, chegar ao topo. Os blocos de montar são diferentes. Não existe casa certa, nem ponte terminada, nem pontuação. Uma pilha de blocos vira aquilo que a criança decidir, e essa decisão pode mudar no meio do caminho. Os pesquisadores chamam isso de brincadeira livre (ou aberta), e ela é uma das formas de brincar mais valiosas que existem.

O que montar ensina de verdade

Por que é importante não ter resposta errada

Como não dá para perder, não custa nada arriscar uma torre bamba ou uma forma esquisita, e as crianças acabam se aventurando em coisas mais ousadas. Esse hábito de experimentar vale a pena cultivar.

Também significa que a brincadeira é da criança. Quando ninguém pode dizer que ela fez errado, o que ela construiu é inteiramente dela, e as crianças percebem isso.

Como o Brick Builder lida com isso

O Brick Builder dá à criança uma placa de base larga e uma bandeja de peças: blocos de um a seis pinos de largura, peças inclinadas para telhados, um arco com um vão de verdade embaixo, e uma árvore, uma flor, um cachorro e uma criança para colocar em cima. Escolha uma peça, toque onde ela vai ficar, e ela cai puxada pela gravidade e se encaixa nos pinos de baixo. Um contorno transparente mostra onde ela vai parar antes mesmo de o dedo sair da tela, e assim até uma criança de três anos consegue mirar.

Bloco encaixado não sai do lugar, e isso é de propósito. Num jogo de montar que é para ser tranquilo, uma torre que desmorona sozinha frustra em vez de divertir, então os blocos só caem quando a criança tira o bloco que os sustenta. Aí tudo o que está em cima cai junto, o que já é uma pequena aula de física.

Alguns detalhes foram pensados especialmente para os pequenos construtores:

  1. Sem cronômetro e sem pontuação. Nada para vencer, nada para perder.
  2. Um botão de desfazer que sempre funciona, para que um bloco no lugar errado nunca seja um desastre.
  3. A construção fica salva no aparelho, e continua lá amanhã. Reencontrar o que a gente fez faz parte da graça.
  4. Um botão de sacudir que derruba tudo de propósito. A maioria das crianças acha isso hilário, e o botão de desfazer põe tudo de volta no lugar.
  5. Um mundo maior do que a tela. Ao arrastar uma peça até a borda, a tela acompanha, e a construção pode continuar crescendo para os lados e para cima.

Participar sem tomar a frente

O mais difícil para um adulto é resistir à vontade de consertar. Algumas coisas que ajudam:

Blocos de verdade também

Uma tela não substitui uma caixa de blocos de verdade no chão: o peso na mão, o clique sob o polegar, o quebra-cabeça tridimensional de um modelo que pode cair para qualquer lado. O Brick Builder é um bom companheiro para viagens, salas de espera e aquelas horas em que brincar no chão não dá. O ideal é ter os dois.

Para continuar

Crianças que adoram montar costumam gostar do Stack It Up, em que o equilíbrio e o tempo certo tomam o lugar do planejamento, e do Dress-Up Party, a mesma ideia de brincadeira livre para crianças menores, com roupas no lugar de blocos.

Fontes

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